A Anvisa interditou nesta sexta-feira (22) a unidade da empresa Nutromni no Tocantins por produzir irregularmente canetas emagrecedoras com tirzepatida, substância sem autorização para manipulação. A fiscalização encontrou ordens para cerca de 6.000 unidades e ausência de comprovação de testes clínicos.
A ação coordenada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com agências estaduais interditou a unidade da Nutromni Pharma Solutions no Tocantins por manipulação irregular de tirzepatida, princípio ativo das canetas emagrecedoras da marca Mounjaro. A empresa não possuía autorização para manipular substâncias agonistas do receptor de GLP-1.
Durante a inspeção, foram encontradas ordens para a produção de aproximadamente 6.000 unidades, mas os estoques físicos não foram localizados. A empresa também não apresentou comprovação da realização de todos os testes clínicos necessários para garantir a qualidade dos produtos, o que pode expor consumidores a riscos de contaminação biológica.
A Anvisa determinou a interdição da manipulação desses produtos e informou que a documentação coletada seguirá sob análise técnica, podendo resultar em outras medidas sanitárias. A Nutromni afirmou que realiza todos os ensaios exigidos pela legislação e mantém registros disponíveis às autoridades.
O episódio ocorre semanas após a Anvisa adiar votação sobre regras para manipulação de emagrecedores baseados em agonistas do receptor de GLP-1, tema que envolve debates sobre controle e segurança no mercado paralelo desses medicamentos. A Polícia Federal também investiga farmácias que fabricam canetas emagrecedoras em larga escala sem controle adequado.


