Ar-condicionado com função quente transfere calor do ar externo para dentro, mas perde rendimento perto de zero grau, segundo especialistas. Aparelhos custam mais que modelos só frio e podem exigir manutenção frequente.
Com a chegada do frio, muitos buscam aparelhos que aquecem e resfriam ambientes. O ar-condicionado com função quente realiza um ciclo reverso, retirando o ar frio interno e trazendo calor do ar externo, conforme explica Claudio Furukawa, professor do Instituto de Física da USP.
Apesar de funcionar bem em temperaturas amenas, o aparelho perde eficiência quando a temperatura externa se aproxima de zero grau, pois não há calor suficiente para transferir. Por isso, em regiões muito frias, como o Rio Grande do Sul, é comum o uso de lareiras, já que nem aquecedores elétricos nem ar-condicionado conseguem aquecer adequadamente, segundo Alessandro Cordeiro Luciow, analista técnico da Frigelar.
O consumo de energia do modo quente é semelhante ao do modo frio e depende da diferença de temperatura desejada. O modo frio resseca mais o ar que o modo quente, recomendando-se o uso de umidificadores para evitar desconfortos respiratórios. O uso contínuo da função quente pode demandar manutenção mais frequente.


