A Arsesp iniciou nesta segunda-feira (25) uma força-tarefa para fiscalizar obras em locais com tubulações de mais de uma concessionária, após explosão em obra da Sabesp no Jaguaré, zona Oeste de São Paulo, que matou duas pessoas e afetou cerca de 160. A ação terá duração inicial de três meses e visa intensificar o acompanhamento técnico e regulatório das intervenções.
A medida da Arsesp foi adotada após a explosão ocorrida em 11 de maio durante obra da Sabesp no bairro Alvorada, Jaguaré, que causou duas mortes e afetou cerca de 160 pessoas. A agência anunciou o aprimoramento do Manual de Boas Práticas de Gestão Compartilhada de Obras e a criação de um grupo técnico para prevenir acidentes e melhorar procedimentos.
Nas últimas semanas, a Sabesp paralisou obras que envolvem intervenção conjunta com concessionárias de gás. A Arsesp estabeleceu critérios para retomada dessas intervenções e abrirá consulta pública entre 26 de maio e 9 de junho para atualização do manual e regras de punição para descumprimento dos protocolos.
O diretor-presidente da Arsesp, Diego Allan Vieira Domingues, afirmou que a segurança da população deve ser prioridade em qualquer intervenção realizada pelas concessionárias. A agência também instaurou processos de fiscalização para investigar a explosão, analisando possíveis interferências entre as redes da Comgás e Sabesp.
O Corpo de Bombeiros informou que a explosão destruiu imóveis, deixou duas pessoas feridas e duas mortas, além de interditar aproximadamente 46 residências na região.


