Mais de um terço dos artistas que geraram US$ 10 mil ou mais em royalties no Spotify em 2025 são independentes, segundo pesquisa. O modelo cresce, mas exige gestão empresarial e equipe própria.
Uma pesquisa do Spotify revelou que, em 2025, mais de um terço dos artistas que faturaram US$ 10 mil ou mais em royalties eram independentes ou começaram suas carreiras assim. Em 2023, a música independente já representava 46,7% do mercado, segundo estudo da Midia Research.
Artistas independentes lançam suas músicas por conta própria, fora das grandes gravadoras, utilizando distribuidoras independentes. Apesar da facilidade na produção e distribuição digital, eles precisam montar equipes e gerir aspectos empresariais, o que pode ser custoso, segundo o advogado Gustavo Deppe.
Embora a independência traga liberdade criativa, artistas como Diogo Nogueira e Luedji Luna destacam os desafios de administrar marketing, contratos e finanças. André Izidro, CEO da plataforma Rumpi, afirma que o artista independente precisa dominar várias disciplinas para não perder espaço no mercado.
Especialistas afirmam que as gravadoras não desaparecerão, mas terão um papel diferente, focando em artistas de grande porte. Atualmente, metade da receita global da música ainda está ligada às gravadoras, que também atuam como financiadoras e compradoras de catálogos.


