Uma assessora da liderança do PT na Câmara Municipal de São Paulo deixou o cargo na segunda-feira (25) após ser flagrada em uma academia de ginástica em Jundiaí durante o horário de trabalho, segundo o Diário Oficial da Cidade.
A servidora recebia salário bruto mensal de R$ 10.544,71 e foi vista na recepção da academia às 11h05, enquanto seu expediente na Câmara ia das 10h às 19h. Ela é sócia do estabelecimento, localizado a 60 quilômetros do Palácio Anchieta, sede do Legislativo paulistano.
Ao ser questionada por telefone durante o flagrante, a assessora afirmou estar na Câmara cumprindo suas tarefas, mas fugiu das perguntas da imprensa no dia seguinte e foi protegida por colegas ao entrar no gabinete do vereador Hélio Rodrigues (PT). Denúncias anônimas indicam que ela atuava como funcionária fantasma.
Ela foi indicada para a liderança do PT em março de 2026, um mês após deixar outra vaga na Mesa Diretora da Câmara. Está no funcionalismo público desde março de 2022, em vaga herdada do marido, deputado federal e presidente estadual do PT em São Paulo.
A liderança do PT afirmou que os assessores podem realizar atividades externas esporádicas ligadas às pautas das comunidades, mas o caso levanta suspeitas sobre nomeações políticas e uso indevido de recursos públicos.


