A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira está desaparecida desde a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud por forças militares de Israel em águas internacionais na segunda-feira (18). O Ministério das Relações Exteriores repudiou a ação e exige a libertação imediata dos quatro brasileiros detidos, incluindo Beatriz e outros três ativistas.
A flotilha Global Sumud, que reúne cerca de 428 integrantes de mais de 40 países, seguia em missão humanitária para a Faixa de Gaza com o objetivo de denunciar o bloqueio ao território palestino e prestar apoio. Beatriz Moreira, natural de Belém, integra o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimiento de Afectados por Represas (MAR).
Além dela, participam da missão os brasileiros Ariadne Teles, Cassio Guedes e Thainara Rogério, todos sem contato desde a interceptação. Israel confirmou a ação e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as forças agiram com “notável sucesso” para impedir apoio ao Hamas.
O coordenador do MAB, Iury Paulino, informou que os ativistas foram levados para Israel e devem ter contato consular previsto para esta quinta-feira (21). Vídeos divulgados pelo ministro da Segurança Nacional de Israel mostram ativistas ajoelhados, de mãos amarradas e expostos ao sol, enquanto o hino nacional israelense toca ao fundo.
O MAB considera a interceptação ilegal, uma violação do direito internacional e dos direitos humanos, e relata que este é o segundo episódio de detenção de brasileiros em ações israelenses. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil exige a libertação imediata dos ativistas e o respeito a seus direitos e dignidade.


