O Conselho Deliberativo do Atlético-MG aprovou, na segunda-feira (25), um aporte de R$ 530 milhões para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A maior parte do valor será usada para pagar dívidas bancárias e reduzir juros.
A operação foi decidida em reunião na Arena MRV, em Belo Horizonte, com apenas um voto contrário. Cerca de 90% do aporte será destinado ao pagamento de dívidas bancárias, cujo passivo gira em torno de R$ 654 milhões.
Em 2025, o clube pagou quase R$ 300 milhões em juros e projeta reduzir esse valor para cerca de R$ 150 milhões em 2026. O restante do aporte será usado para investimentos já realizados no futebol.
A operação também alterou a composição acionária da SAF. Rubens Menin e seu filho, Rafael Menin, ampliaram a participação de 41,8% para 83,5%. A Associação do clube reduziu sua fatia de 25% para 10%, e a participação do Galo Forte FIP, ligado a Daniel Vorcaro, Ricardo Guimarães e Figa, caiu para 6,5%.
Daniel Vorcaro, afastado do conselho da SAF e investigado pela Polícia Federal, teve sua participação diluída. Parte do valor, cerca de R$ 94 milhões, já havia sido antecipada pelo fundo Figa, criado para investidores qualificados ligados ao clube.


