Em 28 de maio de 2025, a Azul Linhas Aéreas entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos devido a dívidas de R$ 31,35 bilhões. Nesta terça-feira (26), a empresa anunciou a aprovação para listar suas ações na NYSE American, com início das negociações em 1º de junho.
A recuperação judicial permitiu à Azul incluir dívidas de leasing e obter financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão, fundamental para manter as operações durante a reestruturação. Em setembro de 2025, a companhia encerrou negociações de fusão com a Gol, focando na reorganização interna.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Azul concluiu o processo com US$ 850 milhões em capital novo e redução de US$ 2,5 bilhões em dívidas. No primeiro trimestre de 2026, reportou prejuízo ajustado de R$ 44,4 milhões, queda de 97,6% em relação ao ano anterior, e EBITDA recorde de R$ 1,7 bilhão.
A listagem na NYSE American marca um avanço financeiro, com a empresa planejando migrar para a bolsa principal em julho. John Rodgerson, CEO, afirmou que a medida representa um momento decisivo para a companhia.


