A 61ª edição da Bienal de Veneza abriu ao público em 9 de maio na Itália, exibindo obras de 110 artistas até novembro. O evento ocorre em meio a protestos pela volta da Rússia, excluída desde a invasão da Ucrânia, e destaca o pavilhão brasileiro com obras que abordam colonialismo e memória.
A Bienal de Veneza, considerada a maior mostra de arte contemporânea do mundo, iniciou sua 61ª edição neste sábado (9) na Itália. A exposição reúne 110 artistas que apresentam trabalhos sobre temas como memória, sobrevivência e reconstrução, com duração até novembro.
A participação da Rússia, que estava excluída desde a invasão da Ucrânia, provocou protestos durante a pré-estreia e levou à renúncia de todos os jurados, que manifestaram inconformismo também com a presença de Israel. Cada país é responsável pelo próprio pavilhão, cujas escolhas são aprovadas pelos respectivos governos.
No pavilhão brasileiro, a curadora Diane Lima reuniu obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino, que exploram temas do colonialismo e o sofrimento das mulheres negras. Adriana utiliza azulejos portugueses para revisar a história, enquanto Rosana questiona as marcas da escravidão no Brasil e as políticas necessárias para o avanço da população negra.
Além delas, outros artistas brasileiros expõem nas escuderias do Arsenal: Ayrson Heráclito, Dan Lie e Eustáquio Neves. Entre os pavilhões mais visitados estão o do Líbano, que apresenta a trajetória de um fugitivo da guerra dos anos 1970, o da França, com uma homenagem a planetas como Saturno, e o do Japão, que propõe a arte do cuidado com o outro.

