O Brasil atingiu IDHM de 0,805 em 2024, entrando na faixa de muito alto desenvolvimento humano, segundo dados do Radar IDHM do IBGE. Apesar do avanço, desigualdades por raça, gênero e território permanecem relevantes.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil subiu de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, superando o impacto negativo da pandemia de covid-19 nos anos de 2020 e 2021. A longevidade alcançou 0,860, a educação 0,798 e a renda 0,760, refletindo melhorias nas condições médias de vida.
Os dados indicam redução parcial das desigualdades raciais, com o IDHM da população branca passando de 0,796 para 0,806 e o da população negra de 0,685 para 0,712 entre 2012 e 2024. No entanto, a renda domiciliar per capita em 2024 foi de R$ 1.208,58 para brancos e R$ 673,65 para negros. As disparidades de gênero também persistem, com o IDHM ajustado para homens subindo de 0,804 para 0,822 e para mulheres de 0,662 para 0,679 no mesmo período.
O IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD) cresceu de 0,566 para 0,641, indicando melhora, mas mantendo um hiato relevante. Territorialmente, todos os estados avançaram, especialmente no Nordeste, mas o Distrito Federal registra índice superior (0,866) em comparação a Maranhão (0,745) e Alagoas (0,746).
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, atribuiu os avanços a políticas públicas focadas na população mais pobre, como o SUS e programas sociais. Ele ressaltou a necessidade de planejamento para reduzir as desigualdades ainda existentes.


