O Brasil registrou em 2025 o maior número de pessoas com algum tipo de rendimento, totalizando 143 milhões, o que representa 67,2% da população, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8).
A população com rendimento habitual do trabalho atingiu 101,6 milhões em 2025, enquanto o número de pessoas que recebiam aposentadoria e pensão chegou a 29,3 milhões, maior patamar da série histórica. Os beneficiários de programas sociais do governo somaram 19,4 milhões.
O rendimento médio de todas as fontes alcançou R$ 3.367, um aumento de 5,4% em relação a 2024. O rendimento médio mensal real habitual do trabalho também foi recorde, chegando a R$ 3.560, alta de 5,7%. Entre as fontes de rendimento, aposentadoria e pensão mantiveram o maior valor médio, R$ 2.697, enquanto programas sociais tiveram rendimento médio de R$ 870.
“Tal variação está relacionada ao fato de que no último ano houve estabilidade tanto do valor médio pago como benefício pelo conjunto dos programas sociais do governo quanto do total de pessoas que recebiam tais benefícios, enquanto algumas outras categorias de rendimento tiveram aumento nesses componentes”, explicou o IBGE.
A proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família caiu de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) teve aumento de 5,0% para 5,3%, maior percentual desde 2012. Outros programas sociais também cresceram, passando de 2,1% para 2,4% dos domicílios. O rendimento médio domiciliar per capita dos lares com Bolsa Família foi de R$ 774, menos de 30% do rendimento médio dos domicílios não beneficiados, que foi de R$ 2.682.

