Brasil e União Europeia trabalham para reverter exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal até 3 de setembro, prazo para o veto entrar em vigor. A negociação inclui garantias técnicas, principalmente sobre rastreabilidade da carne bovina.
A União Europeia e o Brasil estabeleceram um calendário de trabalho para solucionar o impasse sobre a exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal. A UE exige garantias de rastreabilidade das exportações de carne bovina para reverter o veto previsto para 3 de setembro.
A embaixadora da União Europeia, Marian Schuegraf, afirmou que as autoridades dos dois lados trabalham de forma construtiva para resolver a questão. Autoridades diplomáticas de Brasília e Bruxelas indicam possibilidade concreta de reversão e pressão por solução rápida.
Autoridades negam que a exclusão tenha viés político, mas reconhecem surpresa com o momento da decisão, que ocorreu 11 dias após o acordo Mercosul-UE entrar em vigor. Um integrante da Presidência brasileira considerou legítimas as medidas sanitárias da UE, mas destacou falta de comunicação prévia sobre inconformidades nos dados enviados pelo Ministério da Agricultura.
Em 12 de maio, a UE divulgou a lista atualizada de países autorizados a exportar para o bloco, que seguem restrições ao uso de antimicrobianos na produção agropecuária. Um diplomata europeu reconheceu que a reação inicial foi intensa, mas está sendo contornada.


