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Brasil registra alta mortalidade materna evitável entre 2025 e 2026

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de maio de 2026 06:02
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O Brasil registrou 1.157 mortes maternas entre 2025 e 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Cerca de 92% dos casos são evitáveis com assistência pré e pós-natal adequada.

Dados da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde indicam que 779 mortes ocorreram por causas obstétricas diretas e 219 por transtornos hipertensivos da gestação nesse período. O Ministério da Saúde destaca que a maioria dos óbitos poderia ser evitada com atendimento qualificado.

Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, afirma que a prevenção deve começar com educação e acesso à saúde desde a infância, especialmente para evitar gravidez precoce, que aumenta riscos como hipertensão e parto prematuro.

O atendimento adequado às gestantes enfrenta obstáculos relacionados a pobreza, racismo e baixa escolaridade, que dificultam o acesso a serviços especializados. A qualificação técnica e o acolhimento emocional são essenciais para reduzir mortes maternas.

A mortalidade materna também gera impactos sociais, como aumento da evasão escolar e insegurança alimentar entre os filhos, além de agravar a vulnerabilidade familiar e comunitária, perpetuando desigualdades.

TAGGED:atendimento-obstetricodesigualdade-socialEducação em Saúdegestaçãomortalidade-maternaPREVENÇÃOsaúde pública
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