A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou nesta sexta-feira (22) os pedidos da Abra, controladora da Gol, e de dois institutos para participar como terceiros interessados no processo que analisa a operação entre Azul e American Airlines. O negócio envolve a aquisição de participação societária da American Airlines na Azul e foi notificado ao Cade no início de abril.
O superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto, afirmou que os pedidos não apresentaram elementos fáticos novos capazes de contribuir para a análise da operação. Segundo o órgão, as manifestações se basearam principalmente em informações públicas já conhecidas ou acessíveis, como notícias, dados de agências reguladoras e registros de processos anteriores.
A manifestação da Abra não trouxe elementos substanciais adicionais, segundo a área técnica do Cade, que avaliou que os dados apresentados estavam baseados em informações públicas e não acrescentavam informações relevantes ao processo.
Os institutos Instituto Brasileiro de Pesquisa e Inovação (IBCI) e Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) também tiveram seus pedidos negados. O Cade apontou que essas entidades não demonstraram ter entre seus objetivos a defesa dos interesses dos consumidores, além de apresentarem alegações sem relação direta com a análise do ato de concentração.
O órgão destacou que potenciais problemas concorrenciais mencionados já foram levantados no processo envolvendo United Airlines e Azul, considerado correlato à operação em análise.


