A Câmara de Vereadores de Porto Alegre vai instalar na próxima semana uma comissão de ética para analisar o pedido de cassação do vereador Mauro Pinheiro, que retirou o microfone da vereadora Juliana de Souza durante sessão em 13 de maio. O episódio ocorreu após menção a áudios do senador Flávio Bolsonaro para o banqueiro Daniel Vorcaro.
O episódio ocorreu na sessão da Câmara de Porto Alegre em 13 de maio, durante debates sobre o Plano Diretor da cidade. A vereadora Juliana de Souza mencionou áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o que levou o vereador Mauro Pinheiro a retirar seu microfone, provocando reação no plenário e interrupção dos trabalhos.
O Partido dos Trabalhadores protocolou pedido de cassação de Pinheiro na Comissão de Ética e denúncia na Ouvidoria Especializada de Gênero, Raça e Diversidades do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, alegando violência política de gênero.
A comissão de ética será composta por 12 membros e presidida pelo vereador Marcelo Bernardi (PSDB). O processo será inicialmente avaliado pelo corregedor-geral para verificar sua admissibilidade antes de ser encaminhado ao relator, que deve ser o vereador Aldacir Oliboni (PT).
O vereador Mauro Pinheiro negou que o ato tenha relação com a condição de mulher da parlamentar e afirmou que se tratou de uma questão regimental para preservar a ordem da sessão. “O episódio ocorrido ontem não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida”, disse ele em nota.


