A Capela de São José da Boa Morte, construída em 1734 em Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro, passará por requalificação para se tornar um centro comunitário e espaço cultural. As ruínas, tombadas desde 1989, receberão investimento de R$ 18 milhões em obras que incluem reforço estrutural e construção de mirante. A expectativa é que o espaço seja aberto à visitação ainda em 2026.
As intervenções são conduzidas pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com a prefeitura e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Segundo o engenheiro Pedro Carim, responsável técnico, a ideia é criar um espaço de contemplação que ofereça nova visão do conjunto sem interferir na estrutura original. A arquiteta Jéssica Marques afirmou que cada ação é controlada para preservar a autenticidade.
De acordo com a historiadora Rachel Wider, a primeira versão da capela foi construída em pau a pique, técnica com barro e madeira. Posteriormente, ganhou pia batismal e cemitério próprio. Parte dos sepultamentos ocorria dentro da igreja, prática comum na época. A prefeitura espera que a requalificação impulsione o turismo na região, que já integra rotas de turismo rural, ecológico e gastronômico.

