Uma carteira de investimentos de US$ 625 mil com rendimento médio de 5,6% é capaz de pagar US$ 35 mil por ano a um aposentado, segundo análise divulgada. O valor fica entre a estratégia conservadora, que exige até US$ 1 milhão para o mesmo fluxo, e a agressiva, que demanda menos capital porém com maior risco de perda principal.
Na faixa conservadora (3% a 4% de yield), o ETF Schwab U.S. Dividend Equity (SCHD) é referência: com patrimônio de US$ 71,6 bilhões e taxa de administração de 0,06%, distribui dividendos trimestrais entre US$ 0,25 e US$ 0,28 por ação, resultando em yield de 3,6% a 4%. Para obter US$ 35 mil anuais a 3,5% seria preciso US$ 1 milhão; a 4%, US$ 875 mil. O fundo acumulou retorno total de 242% em dez anos, com distribuições crescentes.
Na faixa moderada (5% a 7%), entram ETFs de covered-call, ações preferenciais e REITs. O rendimento de 5,6% exige US$ 625 mil; a 7%, US$ 500 mil. O trade-off é menor potencial de valorização no longo prazo. Já na faixa agressiva (8% a 14%), com BDCs, REITs hipotecários e fundos alavancados, o capital necessário cai para US$ 350 mil a US$ 292 mil, mas o risco de erosão do principal e cortes de dividendos em crises é elevado.
Para um aposentado de 65 anos com benefício do Seguro Social de US$ 30 mil anuais, a renda total de US$ 65 mil pode se encaixar em alíquotas favoráveis de Imposto de Renda nos EUA, com dividendos qualificados tributados a 0% ou 15%. A análise recomenda calcular as despesas reais e modelar o impacto tributário antes de definir a carteira.


