China controla toda a cadeia de produção de elementos de terras raras, essenciais para tecnologia e defesa, enquanto empresas dos EUA avançam lentamente na produção doméstica devido a processos regulatórios e competição geopolítica.
China mantém domínio absoluto sobre a cadeia de elementos de terras raras, desde a mineração até a fabricação de ímãs usados em mísseis, smartphones e robôs. Essa posição dificulta a expansão rápida da produção nos Estados Unidos, que enfrenta longos prazos para licenciamento e construção de instalações.
A MP Materials, principal empresa americana do setor, registrou receita de US$ 90,65 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao ano anterior, e interrompeu vendas diretas para a China desde julho de 2025. A empresa conta com apoio do Departamento de Energia dos EUA e contratos com grandes clientes como Apple e General Motors.
A USA Rare Earth, que adotou estratégia de aquisições, obteve receita de US$ 5,7 milhões no trimestre e aguarda liberação de financiamento de US$ 1,6 bilhão do Departamento de Comércio. Já a Energy Fuels opera o único moinho convencional de urânio do país e processa monazita para extrair óxidos de terras raras, evitando problemas com resíduos radioativos que afetaram concorrentes.
O CEO da REalloys resumiu a situação geopolítica afirmando que, diferente do petróleo, onde há múltiplos produtores, no mercado de terras raras “é China contra todos”. A construção de capacidade doméstica nos EUA deve levar anos, não meses, segundo especialistas.


