A China lança neste domingo (24.mai) a missão espacial Shenzhou-23, que levará pela primeira vez uma astronauta de Hong Kong ao espaço. A missão inclui experimento inédito para manter um tripulante em órbita por um ano consecutivo.
A Shenzhou-23 é a sétima missão tripulada chinesa e será comandada por Zhu Yangzhu, que já participou da Shenzhou-16. Os outros dois astronautas, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, farão o primeiro voo espacial. A equipe deve realizar o revezamento com a Shenzhou-21, que está em órbita há 203 dias.
Durante a missão, os astronautas conduzirão mais de 100 projetos científicos, incluindo pesquisas com embriões de peixe-zebra e camundongos, além de experimentos em física de fluidos e novas tecnologias de energia. O objetivo é estudar a adaptação humana para voos de longa duração, visando futuras explorações espaciais.
A China tem acelerado o ritmo de lançamentos para superar 100 operações em 2026, competindo com os Estados Unidos, que lideram em volume. Atualmente, a SpaceX possui cerca de 9.400 satélites em órbita, enquanto a China tem aproximadamente 300. Para ampliar sua presença, Pequim solicitou o registro de mais de 200.000 satélites junto à União Internacional de Telecomunicações.


