A China transformou a segurança alimentar em prioridade nacional, adotando subsídios, planejamento central e estoques reguladores para garantir comida fresca e barata, especialmente em cidades como Xangai.
O governo chinês destina cerca de 20% da área urbana de Xangai para produção agrícola, com fazendas e estufas próximas a áreas residenciais. Os aluguéis dessas áreas são subsidiados para manter preços baixos e facilitar o acesso da população a alimentos frescos.
Além disso, o Estado subsidia fertilizantes, tecnologia agrícola e logística, incluindo o uso de drones para entrega e insumos. Em 2024, a colheita de grãos atingiu recorde histórico de aproximadamente 700 milhões de toneladas, com mais da metade comprada pelo governo para formar estoques reguladores.
Esses estoques funcionam para estabilizar preços: o governo compra quando os valores caem e vende quando sobem, controlando a oferta e a demanda. O sistema inclui monitoramento em tempo real dos preços de alimentos essenciais, como arroz e carne suína, para ajustar intervenções.
Governadores e prefeitos têm metas claras para garantir a segurança alimentar em suas regiões, reforçando a responsabilidade política sobre o abastecimento. O modelo chinês contrasta com o dos Estados Unidos, onde o acesso a alimentos frescos é desigual e os preços são mais elevados.

