O chefe do banco central holandês, Olaf Sleijpen, afirmou nesta terça-feira (26) que os choques nos preços da energia serão determinantes para a próxima decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre política monetária. A decisão, prevista para daqui a duas semanas, dependerá da evolução da inflação e da transmissão dos custos de energia para outros preços.
Sleijpen reiterou que o objetivo do BCE continua sendo a estabilidade de preços e destacou que o aumento dos preços da energia já elevou a inflação global. Ele ressaltou que será observado até que ponto esse impacto se refletirá em outros indicadores de preços.
O BCE manteve as taxas de juros ao longo do último ano, mas debateu um aumento no mês passado devido à inflação acima da meta de 2%, causada pelos custos elevados de energia. Sleijpen apontou que os preços de mercado indicam que a normalização dos choques de energia é improvável no curto prazo.
Embora não tenha confirmado um aumento em junho, diferentemente da colega Isabel Schnabel, Sleijpen afirmou que aguarda os dados mais recentes para formar opinião. Ele também comentou que o aperto das condições financeiras e o enfraquecimento econômico já ajudam a conter a pressão inflacionária.
Os mercados financeiros esperam entre dois e três aumentos nas taxas de juros do BCE, com o primeiro movimento previsto para julho e outro no outono.


