Celina, no Texas, foi a cidade que mais cresceu nos Estados Unidos em um ano, com alta de 24,6% na população, segundo dados do Censo divulgados recentemente. A cidade tem renda familiar média de US$ 170,9 mil e é um exemplo de que as comunidades de maior crescimento são multiétnicas e prósperas.
As cinco cidades de crescimento mais rápido nos EUA estão todas no Texas. Fulshear, segunda colocada, cresceu 21% e tem renda média de US$ 187 mil. Princeton, em terceiro, é minoria majoritária, com 39% de brancos, 27% de negros e 26% de hispânicos, e renda média de US$ 105,2 mil. Melissa e Anna completam a lista, seguindo o mesmo padrão de diversidade e renda elevada.
Fora do Texas, condados próximos a Atlanta, como Gwinnett e Forsyth, apresentam transformação similar. Gwinnett, com quase 1 milhão de habitantes, tem composição étnica equilibrada. Forsyth, com renda média de US$ 143,8 mil, viu sua população asiática crescer. Enquanto isso, condados rurais com infraestrutura financeira mais frágil perdem moradores.
Segundo análise de dados do Censo e do banco Citigroup, a discriminação racial custou à economia americana US$ 21 trilhões em duas décadas. O movimento de capital em direção a comunidades diversas sugere que a inclusão não é apenas moralmente desejável, mas economicamente lucrativa. A transferência de riqueza intergeracional estimada em US$ 84 trilhões nos próximos 20 anos deve se concentrar nessas regiões integradas por forças de mercado, não por políticas afirmativas.
O debate político sobre diversidade, segundo a análise, parece ter sido ultrapassado pelo mercado, que já direciona investimentos para onde o crescimento é mais promissor. A pergunta agora é se as políticas públicas acompanharão essa tendência.


