A cólica menstrual atinge até 80% das mulheres em idade reprodutiva, mas dores intensas em 10% a 15% dos casos exigem avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
A dismenorreia, nome médico para cólica menstrual, ocorre pela liberação de prostaglandinas que provocam contrações uterinas para eliminar o endométrio. Em algumas mulheres, essas contrações são intensas e causam dor que pode interromper atividades diárias.
O uso de calor local, como bolsas térmicas e banhos quentes, é uma das estratégias mais eficazes para aliviar a dor. Atividades físicas leves, como caminhadas e yoga, também ajudam a reduzir o desconforto ao estimular a circulação e liberar endorfinas.
A alimentação influencia a intensidade da dor: dietas ricas em ultraprocessados, açúcar, álcool e cafeína podem piorar os sintomas, enquanto alimentos ricos em magnésio, ômega-3, frutas e verduras contribuem para o equilíbrio inflamatório. Dormir bem e controlar o estresse também são importantes.
Dores menstruais que pioram com o tempo, surgem fora do período menstrual ou vêm acompanhadas de outros sintomas podem indicar endometriose, doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico costuma demorar entre sete e dez anos, o que reforça a necessidade de atenção médica precoce.


