O comitê de Minnesota não conseguiu aprovar nesta terça-feira (5) o pedido de intimação para que a deputada Ilhan Omar depusesse sobre seu suposto envolvimento em fraude no programa federal MEALS Act, aprovado em 2020.
A votação para aprovar a intimação exigia dois terços dos votos do comitê, mas recebeu apenas cinco dos seis necessários, apesar da maioria republicana. A deputada Ilhan Omar recusou-se a responder aos pedidos de depoimento e entrega de documentos relacionados ao escândalo.
A presidente do House Fraud Prevention and State Agency Oversight Committee, a deputada estadual Kristin Robbins, afirmou que o comitê tentou diversas vezes obter informações e cooperação da parlamentar. “Nós nos esforçamos de várias formas para acessar essas informações porque, como todos sabem, a deputada Omar teve algum papel, intencional ou não, ao aprovar o MEALS Act em março de 2020, que removeu barreiras do programa federal de nutrição escolar e criou condições para a fraude”, disse Robbins.
O comitê investiga centenas de denúncias de irregularidades e continua recebendo relatos semanalmente. Robbins afirmou que, mesmo sem audiências oficiais, a investigação prosseguirá. Ela também mencionou a possibilidade de buscar uma intimação no Congresso, que tem autoridade sobre o programa federal, e destacou que o governo federal possui várias opções legais, já que Omar é membro do Congresso.
Além disso, Robbins solicitou registros de comunicações entre Omar e indivíduos ligados ao caso Feeding Our Future, incluindo a fundadora da ONG Aimee Bock e outros suspeitos. A deputada estadual criticou Omar por não comparecer a uma audiência anterior e por não responder às solicitações do comitê, questionando o que a parlamentar estaria escondendo.

