O conceito de ‘forever home’ define residências que se adaptam às transformações da vida, oferecendo flexibilidade e funcionalidade para acompanhar diferentes fases sem grandes reformas, segundo arquitetas brasileiras.
O termo ‘forever home’, popularizado no mercado imobiliário dos Estados Unidos e Reino Unido, refere-se a projetos arquitetônicos que permitem que a casa evolua junto com os moradores. As arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, da Dantas & Passos Arquitetura, explicam que a ideia é criar espaços flexíveis, onde ambientes possam mudar de função conforme as necessidades, sem grandes intervenções estruturais.
Para elas, a funcionalidade e a escolha de elementos atemporais são essenciais para garantir que a casa permaneça confortável e adequada ao longo dos anos. Projetos familiares demandam organização clara dos espaços, privacidade, conforto acústico e infraestrutura para futuras tecnologias, enquanto residências individuais permitem maior liberdade criativa, mas mantêm a flexibilidade como princípio central.
O investimento deve priorizar elementos estruturais duráveis, como impermeabilização, instalações elétricas e hidráulicas, além de esquadrias e isolamento térmico e acústico. Elementos decorativos podem ser atualizados com facilidade ao longo do tempo. As arquitetas recomendam projetar para a rotina real dos moradores, evitando expectativas idealizadas que podem gerar desconforto.
Segundo Danielle e Paula, uma casa para sempre envolve escolhas emocionais que criam conforto, pertencimento e memória, tornando o lar um espaço que reconhece e acompanha as diferentes versões de quem o habita.


