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Economia

Conselheiro financeiro critica taxa de 1% sobre ativos e defende cobrança fixa

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de maio de 2026 13:43
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O conselheiro financeiro Adam Grossman, fundador da Mayport, criticou em entrevista a veículos de comunicação o modelo de cobrança de 1% sobre ativos sob gestão (AUM), afirmando que a taxa é desproporcional ao trabalho exigido. Para portfolios acima de US$ 2 milhões, a diferença para uma taxa fixa pode chegar a US$ 1,1 milhão em 20 anos, segundo ele.

Grossman argumenta que não há grande diferença no trabalho de gerenciar um portfólio de US$ 2 milhões em comparação com um de US$ 5 milhões ou US$ 10 milhões. ‘Não há muita diferença, na minha opinião’, disse. Sob o modelo AUM, um portfólio de US$ 5 milhões paga US$ 50 mil anuais, enquanto consultores de taxa fixa cobram entre US$ 8 mil e US$ 15 mil. A diferença anual de US$ 30 mil, reinvestida a 6% de retorno real, acumula cerca de US$ 1,1 milhão em duas décadas.

O modelo AUM surgiu na década de 1970, quando consultores escolhiam ações manualmente e ganhavam comissões. Hoje, a maioria usa fundos de índice e softwares de rebalanceamento. Grossman compara ao trabalho de um contador: ‘Se um contador olhasse para a renda de alguém e tentasse aumentar sua taxa proporcionalmente, ele provavelmente não conseguiria. Mas a indústria de investimentos consegue.’

Grossman também abandonou a seleção ativa de ações após auditoria própria, concluindo que ‘depois de taxas e impostos, não era um uso produtivo do tempo’. A taxa fixa não beneficia todos: abaixo de US$ 400 mil, o AUM é mais barato. O ponto de equilíbrio fica entre US$ 750 mil e US$ 1,5 milhão. Acima de US$ 2 milhões, o AUM se torna um ‘imposto sobre o sucesso’, segundo ele.

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