O educador financeiro Rashaad Bilal percebeu que, após uma década, a conta de aposentadoria de sua esposa superava a dele porque ela contribuía com um percentual maior do salário. Enquanto ele mantinha a alocação padrão de 1% a 3%, ela destinava entre 7% e 15%, resultando em diferença significativa no saldo acumulado.
Segundo Bilal, que trabalhou por dez anos no ensino superior, sua esposa atuava na área de saúde e contribuía com uma fatia maior do contracheque. O exemplo ilustra que a taxa de contribuição é o fator mais determinante para o saldo final, superando a escolha dos fundos ou o timing do mercado.
Considerando um salário anual de US$ 60 mil, um trabalhador que contribui 3% (US$ 1.800 por ano) acumula cerca de US$ 176 mil em 30 anos, com retorno anualizado de 7%. Já quem contribui 12% (US$ 7.200 por ano) atinge aproximadamente US$ 705 mil no mesmo período – mesma renda e mesmo mercado.
Bilal recomenda que os trabalhadores verifiquem imediatamente o percentual de contribuição no plano e, ao menos, atinjam o valor que garanta a contrapartida integral do empregador. Aumentar a taxa antes de um reajuste salarial torna o esforço mais fácil, segundo ele: ‘Você não sente falta do que nunca teve’.


