A Copa do Mundo de 2026 eleva as vendas de camisas e produtos ligados ao futebol, movimentando R$ 20,5 bilhões em 2025 no setor esportivo. Porém, o varejo tradicional de moda sofre queda no fluxo de consumidores nas lojas físicas durante o torneio, especialmente em shoppings.
Dados da IEMI indicam que o mercado de artigos esportivos movimentou R$ 61,4 bilhões em 2025, com destaque para os produtos ligados ao futebol. Segundo Marcelo Prado, diretor do IEMI, a Copa provoca um efeito duplo: enquanto as vendas de itens esportivos crescem, o varejo de moda tradicional registra queda na circulação de clientes.
O Índice do Varejo Stone mostrou crescimento de 1,3% em tecidos, vestuário e calçados em abril, reflexo do aumento nas vendas de produtos relacionados à Copa. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil revela que 60% dos brasileiros planejam comprar produtos ou serviços ligados ao torneio, com prioridade para camisas oficiais e acessórios da seleção.
Durante os jogos, o público evita lojas físicas para acompanhar as partidas, impactando especialmente shoppings. O histórico do IEMI mostra retração nas vendas de moda durante as Copas, com queda de 13,6% em 2022 nos meses do Mundial. Para 2026, a previsão é de crescimento anual de 1,2%, mas queda de 2,7% nos meses do torneio.
Relatório do Santander destaca que o varejo esportivo se beneficia da Copa, enquanto o varejo de moda tradicional sofre com a redução do fluxo. O início do inverno, período crucial para o setor, coincide com a competição, dificultando a venda de coleções mais pesadas. O comércio eletrônico, responsável por cerca de 10% das vendas de roupas, ajuda a mitigar parte do impacto negativo.


