A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções, 104 partidas e 39 dias de competição. Pela primeira vez, o torneio será realizado em três países simultaneamente: Estados Unidos, México e Canadá. A análise é do psiquiatra Jorge Jaber, que destaca o caráter de convivência prolongada do evento.
Segundo Jaber, a Copa caminha na contramão da aceleração atual, oferecendo mais tempo e pausa. Ele afirma que o futebol produz uma experiência emocional sincronizada rara na vida adulta, com mudanças de rotina e reorganização de agendas. A ampliação de seleções permite que nações pouco vistas ocupem o centro das atenções, despertando curiosidade e empatia.
O psiquiatra compara o evento a uma travessia, em que o torcedor pode entrar aos poucos e criar simpatias inesperadas. Ele ressalta que, em um mundo de bolhas, eventos coletivos ampliam repertórios. Jaber também destaca que o aumento de jogos abre espaço para campanhas improváveis e histórias fora do roteiro tradicional.
Para Jaber, o torneio carrega uma pedagogia sobre frustração e pertencimento, já que nem todo favorito se confirma. Ele ironiza que a FIFA pode conseguir aproximar nações que a ONU não consegue. A Copa de 2026, afirma, será a mais longa e talvez a mais generosa, lembrando que o que prende ao esporte não é apenas a vitória, mas a oportunidade de experimentar o mundo com menos pressa.


