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Economia

Copom mantém cautela em cortes da Selic diante da guerra no Oriente Médio

Camila Pires
Última atualização: 6 de maio de 2026 08:40
Camila Pires
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Tempo: 2 min.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic de 14,75% para 14,50% na reunião da semana passada e reforçou a necessidade de cautela nas próximas decisões devido à guerra no Oriente Médio.

Na ata divulgada pelo Banco Central, o Copom destacou que o cenário atual de forte incerteza exige serenidade na condução da política monetária. O conflito no Oriente Médio interrompeu a tendência de queda das expectativas de inflação, elevando os preços ao consumidor e ao produtor para níveis acima do esperado.

O ciclo de “calibração” da Selic teve início em março, quando a taxa foi reduzida de 15% para 14,75%, o primeiro corte em quase dois anos. A decisão de continuar reduzindo os juros é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, segundo o Copom.

Especialistas do BTG Pactual, Bradesco, Santander e Itaú Unibanco avaliaram a ata. O BTG apontou elementos mais “hawkish” em relação ao comunicado anterior, destacando a desancoragem das expectativas para 2028 e o compromisso de combater efeitos do choque do petróleo. O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, indicou aumento do risco de pausa antecipada nos cortes da Selic, o que pode encurtar o ciclo de afrouxamento.

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O Itaú Unibanco observou que o Copom parece confiante em continuar reduzindo a Selic, mas não pretende alterar o ritmo dos cortes nas próximas reuniões.

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