O autor Eric Ries, em trecho do livro ‘Incorruptible’ publicado nesta quarta-feira (27), argumenta que a corrupção corporativa é generalizada, mas que consumidores, funcionários e investidores podem romper o ciclo com escolhas conscientes.
Ries compara a corrupção corporativa à gravidade: um fenômeno onipresente, mas não inevitável. Ele aponta que executivos culpam investidores e vice-versa, criando um ciclo vicioso em que ninguém assume responsabilidade. O autor cita empresas como Vanguard, Patagonia e Costco como exceções que mantêm o propósito mesmo com grande escala.
Para Ries, cada escolha individual — desde um clique até um investimento — envia um sinal que fortalece ou enfraquece o sistema. Ele critica a noção de que a mudança exige ação coletiva coordenada, afirmando que decisões individuais, quando repetidas por muitos, geram força suficiente para alterar padrões.
O trecho conclui com um apelo à ação: ‘Se você ainda não está viciado em produtos e plataformas que extraem valor em vez de criá-lo, não comece. E se tiver forças, afaste-se.’


