O déficit nas contas externas do Brasil atingiu US$ 1,765 bilhão em abril de 2026, informou o Banco Central nesta terça-feira (24). O resultado reflete aumento nas transações correntes, que somaram saldo negativo de US$ 64,333 bilhões nos últimos 12 meses, equivalente a 2,66% do PIB.
Em abril, o superávit da balança comercial de bens cresceu US$ 2,8 bilhões, totalizando US$ 9,707 bilhões, impulsionado pelo aumento de 13,9% nas exportações, que somaram US$ 34,282 bilhões. As importações também subiram 6,2%, alcançando US$ 24,574 bilhões.
O déficit em serviços aumentou para US$ 5,044 bilhões, com destaque para telecomunicação, aluguel de equipamentos e viagens internacionais. A renda primária registrou déficit de US$ 6,801 bilhões, 35,5% maior que em abril de 2025.
O Banco Central ressaltou que o déficit nas contas externas está sendo financiado principalmente por investimentos diretos no país, que somaram US$ 8,912 bilhões em abril, contra US$ 5,371 bilhões no mesmo mês do ano anterior. O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 366,9 bilhões, aumento de US$ 4,911 bilhões em relação a março.


