O déficit real das contas públicas em 2026 subiu para R$ 64,4 bilhões, acima da meta oficial de superávit de R$ 34,3 bilhões, segundo novas projeções do governo divulgadas em 23 de maio. O governo anunciou bloqueio de despesas para cumprir o teto de gastos, sem contingenciamento, e deve oficializar subsídio de R$ 0,44 por litro na gasolina a partir de 25 de maio.
As novas projeções do governo indicam que o déficit real das contas públicas em 2026 aumentou para R$ 64,4 bilhões, superando a meta oficial de superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. Com a margem de tolerância, o governo precisa alcançar ao menos déficit zero, mas despesas como o pagamento de precatórios ficam fora da conta.
O ministério da Economia anunciou um bloqueio de despesas para cumprir o teto de gastos do arcabouço fiscal, sem contingenciamento, que é a contenção de despesas diante da frustração de receitas para cumprir a meta fiscal de resultado primário.
Além disso, a projeção das receitas primárias foi elevada em R$ 20,5 bilhões, com o preço médio do barril de petróleo previsto em US$ 18,16, devido à guerra no Irã. O governo suspendeu o leilão de petróleo que previa arrecadação de R$ 31 bilhões, mas o aumento do preço do barril compensou parte da perda.
O ministro de Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o Bolsa Família seguirá sem reajustes e que o governo deve oficializar um subsídio de R$ 0,44 por litro na gasolina a partir de 25 de maio para amortecer o choque de preços. Em relação às emendas parlamentares, R$ 27 bilhões já foram liberados e R$ 12 bilhões pagos, mas o governo pode bloquear a liberação de R$ 22,9 bilhões ainda não liberados.


