Diego Cesar Marques, dentista e professor universitário de 32 anos, foi preso em 11 de maio em Iporá, Goiás, suspeito de crimes sexuais contra adolescentes e mulheres. As investigações apontam pelo menos cinco vítimas, com possibilidade de novos relatos.
O delegado Igor Dalmy Moreira informou que o caso começou em fevereiro de 2026, quando uma adolescente de 16 anos denunciou que, durante atendimento em clínica particular, o suspeito a agarrou, beijou seu pescoço e tentou avançar em atos mais graves. Em abril, outra adolescente de 17 anos relatou ter sido sedada com excesso de medicamento e abusada dentro do carro do professor durante atendimento na clínica universitária onde ele supervisionava alunos.
Durante as investigações, a polícia descobriu que o suspeito tentou obstruir o processo, instruindo testemunhas a mentir e desconectando câmeras da faculdade para impedir o acesso às imagens. Parte das testemunhas que mentiram eram alunos, manipulados pelo suspeito para negar os fatos.
O delegado também revelou que Diego Cesar Marques usava sedativos em excesso para reduzir a resistência das vítimas, aplicando doses que mantinham os efeitos por horas ou dias. Em 2023, ele já havia respondido por assédio sexual contra colegas de trabalho em hospital particular, mas os casos estavam suspensos após acordo penal com o Ministério Público, que agora será rescindido diante dos novos crimes.
Com a divulgação da prisão, novas denúncias começaram a surgir. O delegado afirmou que a expectativa é receber mais relatos, incluindo de alunas que eram pressionadas a conceder favores sexuais em troca de notas, aproveitando-se da condição de professor universitário. O caso segue em investigação.

