Entre 2013 e 2025, 95,1% dos municípios brasileiros sofreram desastres ambientais, que causaram mais de 3 mil mortes e prejuízos de R$ 785,4 bilhões, segundo estudo da Confederação Nacional de Municípios.
O levantamento da CNM indica que 5.297 municípios tiveram 74.745 decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública, principalmente por seca e excesso de chuvas. A região Nordeste concentrou a maioria dos decretos por seca, enquanto o Sul predominou em eventos de chuva.
Os desastres afetaram 493,8 milhões de pessoas, incluindo 6,4 milhões de desabrigadas, e causaram 3.221 mortes. O ano de 2022 registrou o maior número de óbitos, com 607. A região Sudeste concentrou 48,1% das mortes, com tragédias como as barragens de Mariana e Brumadinho, e as chuvas em Petrópolis e Vale do Aço.
Os prejuízos econômicos somam R$ 785,4 bilhões, com a agricultura e a pecuária entre os setores mais afetados. A seca causou R$ 458,3 bilhões em perdas, e o excesso de chuvas, R$ 222,9 bilhões. Apenas 47% dos municípios registraram os valores dos danos no sistema federal S2iD, considerado ultrapassado e limitado.
A CNM alerta para a baixa execução orçamentária da União, com 32,2% dos recursos pagos, e reforça a necessidade de modernizar o S2iD e fortalecer as defesas civis municipais para melhorar a prevenção e resposta a desastres.


