A Diretora Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia ao cargo para o dia 30 de junho, alegando a doença do marido. A saída, esperada por analistas, ocorre após período de isolamento político e divergências com o presidente Donald Trump.
Gabbard esteve afastada das decisões cruciais do governo e não fazia parte do círculo íntimo do presidente, apesar de liderar 18 agências, incluindo CIA, FBI e NSA. Durante sua gestão, ela se opôs a intervenções militares no exterior e teve dificuldades para justificar os bombardeios ao Irã em audiência no Senado.
A diretora rivalizava com o diretor da CIA e conduzia investigações sobre fraude eleitoral na Geórgia em 2020. O senador democrata Adam Schiff criticou sua gestão, afirmando que ela politizou a inteligência e desmantelou agências essenciais para a segurança nacional.
A renúncia foi anunciada oficialmente nesta sexta-feira e atribuída à doença rara do marido, um câncer ósseo. O senador considerou a saída uma questão de tempo diante das tensões internas no governo.


