O dólar opera em alta no mercado à vista nesta quarta-feira (27), acompanhando o ajuste externo e a queda do petróleo. O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, acima da mediana das estimativas, e o Índice de Confiança da Indústria registrou alta. O governo e o Congresso chegaram a um acordo para renegociação das dívidas rurais, que deve ser votado hoje no Senado.
O dólar opera em alta no mercado à vista nesta quarta-feira, 27, impulsionado pelo ajuste positivo externo da moeda americana frente a pares emergentes ligados a commodities, diante da queda do petróleo. A commodity ainda reflete sinais de avanço diplomático nas negociações entre EUA e Irã, embora nenhum anúncio concreto tenha sido feito. Os juros futuros oscilam perto dos ajustes da véspera, influenciados pela queda dos rendimentos dos Treasuries e pelo IPCA-15 acima do esperado.
O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, superando a mediana das estimativas do mercado financeiro (0,56%). Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,64%, também acima da expectativa mediana (4,59%). O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Ibre/FGV, subiu 1,1 ponto em maio, para 97,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,1 ponto, para 96,6 pontos.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou que interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz já elevam os custos de petróleo, gás, fertilizantes e sementes, pressionando os preços agrícolas globais. O impacto deve ser maior para países dependentes de importação na África e Ásia, ampliando riscos econômicos e sociais.
No front doméstico, governo e Congresso avançaram em um acordo para renegociação das dívidas rurais, reduzindo a chance de edição de medida provisória. O texto de consenso deve ser votado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado como substitutivo ao PL 5.122/2023. Entre os pontos acertados estão critérios para adesão dos produtores, retirada do Fundo Social do Pré-Sal como fonte de recursos, até dois anos de carência e prazo de dez anos para pagamento.


