O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (24) que o Brasil manteve postura firme e paciente diante das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, ao contrário da Europa, que reagiu de forma abrupta. A declaração foi dada em entrevista durante reunião do G7 em Paris.
Durigan explicou que o Brasil não retaliou as tarifas americanas, que somavam 50%, sendo 10% aplicados globalmente e 40% adicionais. Segundo ele, o país rejeitou interferências e manteve a soberania política, mesmo diante da pressão dos EUA.
O ministro também comentou que a Europa tentou um acordo rápido com os Estados Unidos, o que pode ter agravado a situação, enquanto o Brasil optou pela paciência. Ele destacou que as tarifas não impediram o julgamento e condenação do ex-presidente brasileiro, reforçando a autonomia do Judiciário e a previsibilidade jurídica, fatores importantes para investidores.
Durigan defendeu o multilateralismo e criticou mecanismos unilaterais que surgem globalmente. Sobre a economia brasileira, ressaltou a intenção de industrializar minerais críticos para agregar valor e evitar repetir erros do passado, além de destacar a posição de força do Brasil em energia limpa e biocombustíveis, especialmente diante da guerra no Irã e do bloqueio do Estreito de Ormuz.


