O quarto leilão do programa Eco Invest Brasil anunciou nesta segunda-feira (25) a viabilização de até R$ 13,2 bilhões em investimentos para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura, com cerca de R$ 9 bilhões destinados à Amazônia Legal.
Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima informaram que a rodada aprovou R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na modalidade principal, com a participação de oito instituições financeiras, incluindo Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil entre os vencedores.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o investimento brasileiro de 1,9% do PIB em inovação é insuficiente para atender às demandas do setor público e privado, ressaltando a importância do capital catalítico do Estado aliado à iniciativa privada.
O programa utiliza blended finance, com empréstimos do Tesouro Nacional a juros de 1% ao ano, exigindo que bancos aportem pelo menos R$ 3 de capital privado para cada R$ 1 público. Do total estimado, R$ 7,2 bilhões virão do mercado internacional e R$ 2,9 bilhões de investidores nacionais.
Na Amazônia Legal, cerca de R$ 7,9 bilhões serão aplicados em infraestrutura, incluindo energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono. Recursos para bioeconomia somam R$ 3,9 bilhões, distribuídos entre sociobioeconomia, bioindustrialização, recuperação produtiva, manejo florestal e turismo sustentável.
A liberação dos recursos dependerá da contratação dos projetos e da validação por auditoria financeira independente e provedor de segunda opinião. O acompanhamento será feito pela plataforma pública Monitor Eco Invest, com dados consolidados previstos para o primeiro semestre de 2028.


