O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, defendeu nesta sexta-feira (22) uma política de segurança com retomada permanente de territórios dominados pelo crime. Ele criticou a operação policial realizada em 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, afirmando que não mudou o domínio do crime nas comunidades.
Em entrevista durante o Brazil Forum UK, em Oxford, Paes afirmou que criminosos fortemente armados precisam ser enfrentados. “Delinquente que usa roupa de guerra e arma pesada contra o Estado vai ter que ser neutralizado”, disse. Segundo ele, a operação foi resultado da falta de uma política estruturada no governo estadual anterior e não teve efeito duradouro.
Paes afirmou que, se eleito governador, adotará uma política clara de segurança pública com planejamento e retomada de territórios. Ele reconheceu o avanço das milícias, mas afirmou que o Estado ainda não perdeu a disputa e pretende reverter o quadro.
O pré-candidato também comentou a crise política no Rio, defendendo eleições diretas e atribuindo a situação à fragilidade do grupo que governou o estado nos últimos oito anos. Sobre a eleição, afirmou ter o apoio do presidente Lula, mas destacou que o presidente não governará o estado.
Paes pretende focar sua gestão em segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, educação e saúde. Esta será sua terceira tentativa ao governo estadual, após quatro mandatos como prefeito do Rio e passagem por diversos partidos.


