Representantes do setor produtivo solicitaram nesta terça-feira (26) que a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 ocorra de forma técnica e preferencialmente após as eleições, em reunião com líderes no Senado.
O debate sobre a escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos de um de descanso, está em análise na Câmara dos Deputados. Propostas em tramitação sugerem substituir o modelo pela escala 5×2 e reduzir a jornada semanal de 44 horas.
Entre os projetos estão o PL 1.838/2026, enviado pelo governo, e as PECs 8/2025 e 221/2019. A expectativa é que o relatório das PECs seja votado ainda nesta semana na Câmara, antes de seguir para o Senado.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou o uso político do tema e pediu que o Senado promova uma análise técnica aprofundada, ouvindo todos os segmentos envolvidos. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou para possível aumento médio de preços entre 6% e 8% caso as propostas sejam aprovadas.
Para os representantes do setor, a jornada de trabalho deve ser negociada entre empregadores e trabalhadores, evitando o engessamento na Constituição.


