O setor de rastreamento de veículos e ativos deve crescer de US$ 28,97 bilhões em 2026 para US$ 71,55 bilhões até 2034, segundo a Fortune Business Insights. Apesar do potencial, empresas enfrentam altos custos e desafios técnicos ao desenvolver plataformas próprias, alerta o CEO da Ikonn, André Luiz Ota.
O desenvolvimento de plataformas próprias de rastreamento pode custar três a quatro vezes mais por placa do que o uso de sistemas consolidados. Segundo André Luiz Ota, o maior desafio está na manutenção, segurança e atualização constante, que representam 80% do esforço, enquanto o desenvolvimento é apenas 20%.
Ota destaca que sistemas caseiros apresentam riscos de instabilidade ao gerenciar milhões de pacotes de dados de diferentes hardwares, além da dívida técnica que consome 90% do tempo da equipe de TI em correções, prejudicando a escalabilidade.
Ele recomenda o uso de modelos White Label de Elite, que oferecem interface personalizada sobre uma engenharia testada em escala, garantindo estabilidade e soberania de marca. Investidores evitam sistemas caseiros devido a riscos operacionais e documentação falha.
Com a chegada do 5G e da Internet das Coisas, atualizar sistemas legados é quase tão caro quanto criar novos. Ota afirma que o desenvolvimento próprio só é indicado para empresas que atuam como Software Houses, enquanto outras devem focar no cliente e operação, adotando plataformas prontas para triplicar o faturamento.


