A primeira edição dos Enhanced Games, conhecida como ‘Olimpíada dos dopados’, foi realizada no domingo (24) em Las Vegas. Apesar de oferecer R$ 5 milhões (US$ 1 milhão) para quem superasse um recorde mundial, apenas o nadador grego Kristian Gkolomeev conseguiu o feito, nos 50 metros nado livre.
Gkolomeev completou a prova em 20,81 segundos, superando por sete centésimos o recorde do australiano Cameron McEvoy (20,88 s). O atleta usou um traje de flutuação de alta tecnologia, proibido em competições convencionais. Outros medalhistas olímpicos, como o britânico Ben Proud, não conseguiram quebrar recordes.
Na natação, o americano Hunter Armstrong venceu os 50 metros costas sem usar substâncias proibidas, com 24,21 s. No atletismo, Fred Kerley, duas vezes medalhista olímpico, venceu os 100 metros rasos com 9,97 s, também limpo. Nos meses anteriores, 37 dos 50 atletas foram confinados em Abu Dhabi, com equipe médica e doping controlado, usando substâncias como testosterona e EPO.
O evento teve apoio de Donald Trump Jr., do bilionário Peter Thiel e de financistas do Oriente Médio. Organizações como a Agência Mundial Antidoping (WADA), World Aquatics e World Athletics criticaram a competição.


