Escolas do Rio de Janeiro transformam a troca de figurinhas da Copa do Mundo em ferramenta pedagógica para desenvolver habilidades sociais, cognitivas e o sentimento de pertencimento entre alunos.
Durante a Copa do Mundo, escolas da Barra e Freguesia, no Rio de Janeiro, adotaram a troca de figurinhas como estratégia para ensinar valores como negociação, tolerância à frustração e convivência. A Eleva, por exemplo, organizou horários específicos e mediação pedagógica, com participação dos familiares, para acompanhar as trocas entre os alunos.
O Colégio Qi criou um álbum personalizado com fotos da comunidade escolar, substituindo os jogadores profissionais, para fortalecer o sentimento de pertencimento. Já o Colégio pH estabeleceu regras para evitar desequilíbrios entre alunos de diferentes idades e proibiu apostas com figurinhas.
As iniciativas geraram maior interação entre estudantes de diferentes turmas, ampliaram a circulação nos espaços comuns e promoveram o desenvolvimento socioemocional. Segundo especialistas, a prática vai além do lazer e contribui para o aprendizado de habilidades essenciais para a vida em grupo.


