Um especialista financeiro afirmou que pais de 49 anos com pouca poupança para aposentadoria devem evitar empréstimos para custear faculdade dos filhos, pois isso pode comprometer o futuro financeiro.
Um pai de 49 anos questionou em um podcast se deveria contrair dívidas para pagar a faculdade do filho, mesmo com pouca reserva para aposentadoria. O especialista Robert Croak respondeu que o plano é “louco” e alertou que é fundamental priorizar a própria aposentadoria, pois ninguém poderá ajudar depois.
Ele explicou que empréstimos Parent PLUS ou co-assinatura de dívidas estudantis nessa idade geram pagamentos mensais até os 60 anos, período crucial para acumular recursos para a aposentadoria. Um empréstimo de R$ 120 mil a 9% ao ano pode custar cerca de R$ 1.520 mensais, valor que, se investido, poderia render aproximadamente R$ 525 mil até os 65 anos.
Croak recomendou que famílias com pouca poupança considerem iniciar a faculdade em colégios comunitários mais acessíveis e depois transferir para universidades públicas estaduais, reduzindo custos sem comprometer a formação. Ele ressaltou que apenas quem já possui milhões poupados pode financiar a faculdade sem prejudicar a aposentadoria.
O especialista orientou que os pais limitem a contribuição para a faculdade ao que podem pagar sem abrir mão da aposentadoria e que o filho busque empréstimos estudantis, bolsas e trabalho para complementar os custos.


