A esposa de desembargador aposentado comprou uma mansão de luxo avaliada em mais de R$ 2,1 milhões com dinheiro vivo em Campo Grande (MS), segundo investigação da Polícia Federal divulgada nesta terça-feira (26). A apuração indica que os pagamentos foram feitos em espécie para fornecedores e prestadores de serviço.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que a mulher combinava encontros presenciais e evitava transações bancárias para não ser rastreada. A reforma da mansão começou em 2021, um ano após o desembargador conceder habeas corpus que libertou líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Agentes federais apontam que as entregas de dinheiro eram feitas dentro de veículos para fugir de câmeras de monitoramento. O Conselho Nacional de Justiça puniu o magistrado com aposentadoria compulsória por soltura irregular do traficante.
A defesa do casal nega ilegalidades e aguarda acesso integral ao inquérito para apresentar justificativas na Justiça.


