O estado emocional de líderes empresariais influencia diretamente decisões estratégicas e o desempenho econômico, afetando o Produto Interno Bruto (PIB), segundo economista Érica Hatori.
Decisões tomadas sob desregulação emocional comprometem a alocação de capital, a inovação e a produtividade das equipes, com efeitos que se propagam pela cadeia produtiva e impactam o PIB. Dados da Gallup indicam que apenas 23% dos trabalhadores no mundo se declaram engajados, com custo anual estimado em US$ 8,9 trilhões em produtividade perdida. No Brasil, o índice não ultrapassa 27%.
O Future of Jobs Report 2025 aponta inteligência emocional, resiliência e liderança humanizada como competências essenciais para a próxima década. Estudos sobre neurônios-espelho mostram que estados emocionais do líder influenciam o clima organizacional e a produtividade. O custo de reposição de profissionais varia entre 50% e 200% do salário anual.
Pesquisa revela que apenas 10% a 15% das pessoas são realmente autoconscientes, o que impacta decisões executivas. A economista Érica Hatori afirma que o estado emocional do tomador de decisão é uma variável macroeconômica que gera custo econômico mensurável quando mal gerenciado. Ela destaca que essa variável pode ser desenvolvida e calibrada para melhorar resultados.


