A Estrela acumulou uma dívida de R$ 109 milhões e recorreu à recuperação judicial em Minas Gerais devido a mudanças no mercado de brinquedos e no consumo infantil.
A juíza substituta Aline Cristina Modesto da Silva, da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas, suspendeu cobranças e medidas de execução contra o Grupo Estrela na última sexta-feira (22). A decisão impede que fornecedores essenciais interrompam serviços e proíbe credores de antecipar vencimentos de contratos durante a análise judicial.
A Estrela atribui a crise financeira a mudanças estruturais no setor, como a abertura do mercado brasileiro nos anos 1990, o avanço da concorrência internacional, a entrada de produtos importados de baixo custo e o crescimento do contrabando. A empresa também destaca a transformação no consumo infantil, com o avanço de alternativas digitais que reduziram o espaço para brinquedos tradicionais.
O grupo busca reorganizar as finanças, negociar dívidas e manter as operações durante o processo de recuperação judicial.


