Um estudante canadense de 15 anos desenvolveu uma tartaruga robótica equipada com inteligência artificial para monitorar ameaças ambientais em ecossistemas aquáticos sem perturbar a vida marinha.
O projeto BURT (Bionic Underwater Robotic Turtle) reproduz o movimento silencioso e suave da tartaruga-mordedora, visando evitar impactos em ambientes subaquáticos. O robô possui quatro nadadeiras que imitam tartarugas marinhas reais e abriga um microcomputador Raspberry Pi para processar modelos de inteligência artificial.
Equipado com câmera frontal, GPS e sensores, o dispositivo detecta microplásticos, espécies invasoras e sinais de branqueamento de corais, alcançando 96% de precisão na identificação de corais afetados. A bateria permite até oito horas de operação contínua, com possibilidade de extensão por painel solar.
O robô opera na velocidade de uma tartaruga real, cerca de 0,8 km/h, para navegação menos invasiva em recifes e habitats sensíveis. O projeto já venceu competições científicas no Canadá e na União Europeia, e os testes iniciais ocorreram em piscina e no Lago Ontário.
A expectativa é expandir o uso para regiões oceânicas profundas e turvas, com frotas de tartarugas robóticas ampliando a vigilância ecológica de forma não invasiva.


