Pesquisa com 54 mulheres detecta três padrões de contração muscular no orgasmo feminino, chamados ‘onda’, ‘vulcão’ e ‘avalanche’. Especialistas destacam que padrões não indicam intensidade do prazer.
Um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine identificou três padrões fisiológicos distintos durante o orgasmo feminino, denominados ‘onda’, ‘vulcão’ e ‘avalanche’. A pesquisa envolveu 54 mulheres que utilizaram um vibrador equipado com sensores para registrar pressão, temperatura e movimentos durante a masturbação.
O padrão ‘onda’ foi o mais comum, presente em 26 participantes, caracterizado por uma breve explosão de contrações pélvicas precedida por ritmo acelerado de tensão e relaxamento muscular. O ‘vulcão’, registrado por 11 mulheres, apresentou acúmulo crescente de tensão seguido por liberação intensa. Já o ‘avalanche’, identificado em 17 participantes, mostrou contrações elevadas e contínuas durante a estimulação, com desaceleração gradual após o clímax.
Especialistas, como a sexóloga Camila Gentile, afirmam que esses padrões não correspondem a tipos de orgasmo nem medem a intensidade do prazer. Ela explica que os dados indicam apenas a ocorrência do orgasmo por meio da resposta muscular. A psicóloga Adalgisa Lopes destaca que o estudo pode ajudar a ampliar a compreensão do prazer feminino, que vai além do ato sexual e sofre influência de cobranças históricas.

